Startup reduz mais de 70% dos custos iniciais com ajuda de RPA e Chatbot

A Empresto+ viabilizou sua operação ao implementar robôs para escalar seus processos, zerar erros humanos e ganhar agilidade

De acordo com pesquisa desenvolvida pelo Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral e divulgada pelo Sebrae, 25% das startups morrem em seu primeiro ano de vida. E as estatísticas podem ser ainda mais alarmantes com o passar do tempo: em até 13 anos, 75% delas deixam de existir. Em 2021, o Brasil possuía mais de 21.500 startups, a maior parte delas na região sudeste e sul do país. Mas dentre tanta incerteza e concorrência, como escalar a operação sem depender de grandes investimentos, garantindo um negócio sustentável, duradouro e que vença as estatísticas desfavoráveis?

Essa era a pergunta que os executivos da Empresto+ – startup que se propõe a ser um marketplace para desburocratizar o acesso ao crédito pessoal no Brasil – se faziam. A resposta veio em forma de tecnologia: a utilização de RPA (Robotic Process Automation) para escalar os processos e de chatbot para agilizar o contato com os clientes.

“Nossa estratégia era muito ousada e os recursos de pessoal e financeiro bastante enxutos, justamente por isso, precisávamos usá-los de maneira inteligente para não morrermos como a maioria das startups no Brasil. Para alcançar esse objetivo, instalamos robôs que automatizam a execução de tarefas repetitivas e, assim, conseguimos reduzir os custos iniciais em pouco mais de 70% do que gastaríamos sem essa tecnologia”, afirma Robson Cunha, CIO do ecossistema Ativy, do qual Empresto+ faz parte.

A tecnologia escolhida foi o Marvin, RPA da Boty, startup especializada em automação de processos corporativos. Os RPAs implementados pela fintech consultam o banco de dados gerado pelos clientes que se aplicam para um empréstimo pessoal, seja consignado, seja antecipação de saque-aniversário, e realizam seus cadastros no sistema dos bancos parceiros, solicitando uma simulação de valores de tomada de crédito e selecionando as melhores propostas automaticamente para o cliente. Em seguida, caso o cliente dê o aceite na proposta, o robô preenche todos os dados do cliente para a emissão do contrato.

“Uma pessoa com bastante experiência demoraria cerca de três minutos para cadastrar um novo cliente no site do banco e, após o aceite, aproximadamente mais sete minutos para preencher os dados do contrato. Com o RPA, conseguimos reduzir esse tempo para 40 segundos na primeira etapa e um minuto e meio na segunda. Aumentando a velocidade da operação em mais de 77% e zerando as chances de erro humano”, explica Diego Altheman, CEO da Boty.

Hoje, além dos RPAs, a Empresto+ ainda conta com o chatbot, outra tecnologia oferecida pela Boty, para realizar o cadastro dos clientes interessados. “Entendemos que as pessoas têm mais familiaridade com troca de mensagens via WhatsApp do que preenchendo um cadastro em um site que acessou pela primeira vez, por isso utilizar a inteligência artificial da Anny para nos auxiliar nessa inscrição foi essencial para nos aproximarmos de nossos clientes”, esclarece Cunha.

O chatbot é capaz de manter uma conversa, coletar e ir preenchendo automaticamente os campos necessários para criar o banco de dados que será acessado pelo RPA para dar continuidade no processo. Assim, além de agilidade, há uma camada extra de segurança e proteção dos dados dos clientes. Outro ponto de contato dos clientes com o chatbot é no portal da Empresto+. No site, há o botão de chat em todas as etapas do passo-a-passo dos processos para caso a pessoa precise de ajuda. E, nesse caso, o chatbot não só torna o contato mais próximo, como também é peça-chave na resolução de gargalos dentro da jornada do cliente, diminuindo os atritos durante a aquisição do empréstimo. Com isso, a equipe de profissionais da fintech pode se dedicar a acompanhar casos excepcionais ou a desenvolver melhorias nos processos da empresa.

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